28.2.11

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algumas imagens soltas:

1. Pizza de arroz. Disse-me um local: a massa é muito parecida com aquele arroz que fica colado ao fundo do tacho. Hum.. yumi.
2 e 4. Boa arquitectura contemporânea.
3. Como estragar boa arquitectura contemporânea.
5. Lan Kwai Fong, a rua dos bares - o Piolho/Bairro Alto de Hong Kong. Muito mais pequena e fraca que ambos Piolho ou Bairro Alto.
6. Um duro golpe na economia mais liberal do mundo: o salário mínimo obrigatório entra em vigor a partir de dia 1 de Maio. Espera-se um aumento brusco da taxa de desemprego.

4 comentários:

  1. Se vão aumentar o desemprego quem é que vai produzir as coisas? Vão deslocalizar?

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  2. Essa pizza tem óptimo aspecto, vê se sacas a receita para quando vieres abrires um restaurante super in (onde só se beberá Vallado óbvio!) de pizzas de arroz.

    Boa pergunta Daniela, provavelmente vão para África, ou Portugal (passe o pleonasmo).

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  3. Daniela, vamos lá ver se nos entendemos.
    Imagina que toda a Europa é um imenso Congo Belga, só de gente esfaimada a morrer de malária, que não se importa de trabalhar 20h por dia e receber tuta e meia; isto é a China mainland. Agora, no meio dessa terra miserável há um enclave, um Luxemburgo, em que as pessoas têm direitos, votam, recebem um salário chorudo, e levam (apesar de não terem gosto nenhum) uma vida civilizada.
    O Congo Belga é a China mainland (em que não há, nem está previsto que haja, salário mínimo). O Luxemburgo é Hong Kong; a maior parte das pessoas aqui não trabalha em linhas de montagem saídas da Inglaterra dickensiana. Trabalham em bancos (como o HSBC ou o Bank of China) que têm governos ocidentais como clientes.
    Os principais afectados pelo salário mínimo serão os Chineses que cá vivem e que têm trabalhos de merda como regar canteiros, apanhar lixo do chão, abrir portas e carregar em botões de elevador. Esses muito provavelmente voltam recambiados para o Congo Belga, digo, China.
    Outra coisa relevante: as pessoas de cá não se consideram chineses, mas sim hongkonguers. Prova disso é o desprezo paternalista que têm pelos chineses - desprezo pelo governo, paternalismo pelo povo. Já fui até convidado a participar na maior manifestação anual de Hong Kong, em memória do massacre de Tiananmen.

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  4. Hum... i see. Então vão fazer o mesmo que nós fazemos aqui, também mandamos fazer tudo na china.
    Presumindo que as ladies hongkongonenses não vão querer ter de passar a abrir os elevadores sozinhas, então há uns quantos sortudos que vão receber melhor para continuar a abrir portas :p Os outros vão fazer mais sapatilhas e afins para
    a gente que está a ficar tudo muito caro. Ou podem vir para portugal, ainda há muito espaço onde podem nascer lojas dos chineses.

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