28.2.11

#3














algumas imagens soltas:

1. Pizza de arroz. Disse-me um local: a massa é muito parecida com aquele arroz que fica colado ao fundo do tacho. Hum.. yumi.
2 e 4. Boa arquitectura contemporânea.
3. Como estragar boa arquitectura contemporânea.
5. Lan Kwai Fong, a rua dos bares - o Piolho/Bairro Alto de Hong Kong. Muito mais pequena e fraca que ambos Piolho ou Bairro Alto.
6. Um duro golpe na economia mais liberal do mundo: o salário mínimo obrigatório entra em vigor a partir de dia 1 de Maio. Espera-se um aumento brusco da taxa de desemprego.

27.2.11

Macau




Almoço em casa do cônsul com direito a actuação do nosso colega Rizumik.

23.2.11

Coisas que chateiam

de momento, duas:

1º, ao contrário do que acontece na Europa, na Ásia o peão nunca tem prioridade. É o carro que manda, até (e sobretudo) nas passadeiras. Há guardas a mandar parar e avançar, barreiras para, faixas com sentidos opostos para, sinais para,.. carros? Não. Pessoas!

2º, já não basta a falta de um banquinho de jardim para poder almoçar descansado e ler uns minutos; já não basta mas, por qualquer brincadeira sobrenatural de mau gosto, a hora do almoço coincide com a hora da rega dos sítio onde de facto há banquinhos de jardim.
Nunca falha: mal me sento num desses espaços abertos cobertos de cimento com duas árvores e meia dúzia de couves ranhosas a que eles sarcasticamente chamam de "jardim"; mal me sento e dou duas dentadas no meu almoço, logo aparece (de debaixo de uma pedra acho, nunca consigo perceber de onde eles vêm) um homenzinho verde fluorescente de mangueira na mão armado em cowboy. E em dois minutos despacha toda a gente que está tranquilamente a almoçar no "jardim" e que, passado uns minutos, têm de voltar para o escritório onde lhes espera uma dolorosa tarde de trabalho. 母狗诞生.

14.2.11

Tempo livre

Parece difícil de acreditar mas, verdade seja dita, há mais dinâmica cultural no Porto do que em Hong Kong. 
Não, não me refiro (só) à noite. E nem todos as "artes" são igualmente mal tratadas. No que toca ao cinema, por exemplo, as coisas melhoram bastante em relação à Invicta (também não é muito difícil...): há dezenas de salas espalhadas pela ilha. O número deve chegar à centena se considerarmos toda a região. Mas, ainda assim, posso-me queixar da fraca diversidade. Apesar de haver cinco ou seis empresas de distribuição diferentes, os filmes escolhidos são sempre os mesmos, qualquer que seja o cinema (até na "Cinematheque" privada).

Há aqui um hábito particularmente estranho, o de quase nunca comer em casa. O get together com os amigos faz-se à hora do jantar, num restaurante da moda, normalmente absurdamente caro. Os restaurantes são os bares e os cafés cá do sítio. Explica-se assim a extraordinária grossura do Guia Michelin de Hong Kong, quase o dobro da edição de Portugal.
Se isso me impede de tentar imiscuir-me nos hábitos dos locais (não posso pagar 20€ por um jantar todos os dias), é óptimo no que toca a arranjar clientes para os vinhos. Seria ainda melhor se donos e clientes percebessem que em vez de andarem a beber aquela porcaria engarrafada que vem Chile ou da Austrália a preços exorbitantes, podiam facilmente provar vinhos excelentes do velho mundo a metade do preço que pagam pelos outros, então sim, seria o paraíso.

Vêm aí eventos culturais de grande envergadura como o HK Arts Festival e o HK International Film Festival (durante este e o próximo mês); nesse aspecto é como se tivéssemos aqui o equivalente a 20 Casas da Música e Serralves. Mas a dinâmica não se esgota (nem sequer se completa) nesse cenário "mega". Não há esplanadas, não há bares com música ao vivo, não há cafés com exposições, não há tertúlias nas livrarias, não há noites temáticas nas discotecas (o único "tema" é o mais puro comercial), não há, digo, - arriscando-me a soar muito, muito lame - aquela joie de vivre que se sente nas ruas portuguesas.

Na noite, por exemplo, é asfixiante ter de ouvir duas, três, quatro vezes as mesmas músicas, tudo êxitos MTV do Verão passado. Já para não falar das pessoas. Os chineses, na noite, dividem-se em dois grupos: os autistas e os esquizofrénicos. Os autistas estão normalmente encostados a um canto, imóveis, a fixar o infinito enquanto, ao lado deles, uma aparelhagem bombardeia com milhares de decibéis os seus cérebros paralisados.
Os esquizofrénicos estão quase sempre em transe: "dançam" como se cada músculo estivesse a receber uma descarga eléctrica de alta voltagem, fazem gestos e mandam sinais a toda a gente, esperneiam e, vou-me apercebendo, costumam ir sair sozinhos (e ir para casa sozinhos, cof cof). Elas e eles parecem protagonistas de um qualquer videoclip ranhoso em modo fast forward.
No meio desta fauna complicada estão os ocidentais. Nota-se a milhas, mesmo no escuro e por entre as pessoas, os grupos de westerners a dançar nas calmas, sem show off, entre amigos, a rir e a conversar. E nas discos em que estão em maioria a música é, de longe, bem melhor e as bebidas mais baratas. What's wrong with you people!??

É verdade, o Guia Michelin HK é o dobro da versão PT. Mas a Time Out HK é um panfleto comparada com a Time Out Porto. Na minha modesta opinião, falta a esta gente mais "tempo livre". Ah, e "pneus" mais baratos, já agora.

9.2.11

quando esse dia chegar, não lhe ligues

antes, aparece para jantar.


ingredientes: massa, molho de tomate, alho e cebola, filetes de salmão, cogumelos japoneses, molho de mostarda e basílico (ikea) e temperos diversos.

8.2.11

um dia

Um dia hei de ser um grande cozinheiro; mas esse dia ainda não chegou. Enquanto os chineses não aprenderem a partir a carne no talho como deve ser vejo as coisas muito negras. Negras e cruas, como o meu panado hoje...

3.2.11

#2 - Victoria Park

























1. O relvado central, hoje (primeiro dia do Ano Chinês) cheio de Tailandeses.
4. "Laughing Corner". Eles precisam mesmo que alguém lhes diga o que fazer. "Senta,.. senta! Lindo chinês!"
7. Ainda ontem este sítio parecia um misto entre Queima e Sr. de Matosinhos (era a Feira de Ano Novo, centenas de tendinhas a vender tralha, brinquedos e flores). Hoje estava como se nada tivesse passado, como se não tivesse o sítio mais concorrido de HK durante as últimas semanas.
8. Templo de Tin Hau, a deusa chinesa do mar
9. Cenas cónicas estranhas onde se queima incenso.
10. O Altar. Infelizmente não consegui apanhar uma fervorosa devota que estava ajoelhada a esta mesa vermelha (em primeiro plano), e que gritava e chorava como se estivesse a ser exorcizada ou a ter um parto muito doloroso. Estava toda dobrada para trás, com os olhos fechados, quase que em transe. Eu, de pé, muito sério, observava a cena. Na minha mente tentava concluir se fotografá-la seria religiosamente ofensivo ou apenas muito insensível da minha parte. Entretanto passa um dos homenzinhos que guarda o templo, olha para ela e desata a rir às gargalhadas, sem nenhum pudor; e com ele todos os outros guardas. Depois disse qualquer coisa em chinês que, pelo modo e entoação, pareceu-me algo do género "acabe lá com isso, menina! Tem algum jeito o que está a fazer?" Apercebe-se entretanto que eu estava a assistir àquilo tudo com a maior solenidade e parte-se novamente a rir. Desta vez, claro, acompanhei-o.
E assim vai a religião, já não se consegue distinguir entre o sagrado e a fantochada.
11. Biblioteca Central de Hong Kong (sim, todos aqueles pisos!)
12. A minha dose diária de cafeína e bolinho (MaDonald's, muito, muito obrigado)

2.2.11

Cries of a caffeine addict in Nocoffeeland

AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


(Hong Kong não é o Brasil, definitivamente.)