29.1.11

#1




















1. Central - o financial district
2. Monumento ao Dr. China ( Sun Yat-sen)
3. "Oh god, what have I done?.."
4. Kowloon, vista da ilha
5. Mong Kok - corrida às compras por causa do Novo Ano Chinês
6. A "Feira do Brinquedos" em Wanchai
7. Palace Mall
8. Feira em Victoria Park (mais gente)
9. Victoria Park, o maior espaço verde de HK (mas, ainda assim, muito pequeno)
10. Causeway Bay, nos limites do parque

It's Chinatown


Não pude escrever escrever mais cedo. A cidade não me deu tréguas: mal cheguei foi um corropio com as malas: primeiro dar com o hostel, depois procurar um apartamento, fora os transportes, os câmbios, o telemóvel. Mas, por fim, tudo parece tratado. Vou só fazer algumas considerações rápidas, em lista, que o cansaço não me permite uma prosa fluente.

- 7 milhões de pessoas num espaço que equivale a metade da Área Metropolitana do Porto. Nunca me senti tão pequeno! Mas também nunca me senti tão distinto: é raríssimo avistar ocidentais (nestes dois dias não contei mais de 20 ou 30).

- Cheguei numa altura em que as pessoas celebram um feriado mais comercial que o Natal, o Ano Novo Chinês. Nas ruas mais concorridas não há qualquer possibilidade de não andarmos aos encontrões ou de não sermos pisados. A mais famosa revista da cidade, a HK Magazine (um misto entre "Destak" e "Time Out") tem como capa esta semana How to survive the CNY (chinese new year).

- Mal cheguei senti um cheiro insuportável pela cidade que me deixava (e deixa) instantaneamente enjoado. Vim a saber o que era esse cheiro: noodles

- Uma coisa boa: as pessoas adoram cinema! Há imensas salas espalhadas pela cidade, inclusive uma "Cinemateca", gerida pela maior empresa exibidora cá do sítio. No próximo mês vão organizar um ciclo de cinema europeu. Portugal estará representado pelo filme... "Call Girl". As intenções eram boas.

- É absolutamente paradoxal ter existido e continuar a existir um tão fundamentalista templo ao Capitalismo liberal nesta China comunista. O apelo ao consumo, a desregulamentação da iniciativa, a sede pelo lucro superam em muito o que qualquer um de nós considera razoável. Em Julho volto para Portugal um fervoroso defensor da economia de planificação central.

- Não há casas de banho em quase nenhum sítio. Parece que não mas chateia.

- Sobre os nativos: não são muito dados a meter conversa (o que não é necessariamente mau); parecem amistosos e acessíveis, mas pecam por falta de cortesia e, o que nós chamamos, "agir por boa educação".

- O alimento de que mais sinto a falta é sem dúvida o café. Só servem daquela água choca nojenta, e ainda cobram por isso um pequeno balúrdio. Hoje passei por uma loja da Nespresso; inconscientemente fiquei com um sorriso nos lábios (que durou até reparar do preço daqueles brinquedos). E sim, é definitivo: odeio a Starbucks, a marca mais pretensiosa e sobrevalorizada do mundo - estupidamente cara e com café de péssima qualidade. Não percebo mesmo a fama que tem.

Não sei que mais vos diga nem que vos conte. As fotos dirão o que falta.

27.1.11

OPO - FRA - HKG, boarding gate #

here goes nothing!...

(cá vai disto!...)

PS:  livro de viagem - "O último dia de um condenado". Hum...

Canção da não saudade

26.1.11

My kingdom for

mais 10 quilos de bagagem grátis. Vá lá, Lufthansa, não te custava nada!

Isto é importante

A lista das estreias nos cinemas de HK. Imprescindível, mesmo.
 http://www.the-numbers.com/movies/release.php

25.1.11

Os filmes

apenas dois: o de Lisboa, e o do Porto


[só não levo mais porque não os tenho e muito menos os encontro à venda.]

MPP

Amália e os fadistas, Ary dos Santos, Madredeus, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Rui Veloso, António Variações, Dulce Pontes, Ala dos Namorados, Humanos, Donna Maria e Deolinda (fora as colectâneas).
Levo estes na bagagem. Levo-os para dar a conhecer ao Oriente a música portuguesa - a popular; só da boa, claro.
Esqueci-me de alguém?

21.1.11

testemunho

«Coisas que nunca deverão mudar em Portugal" por Alexander Ellis, embaixador britânico em Portugal» (in Expresso - 03.01.11)

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.

auto-retrato

19.1.11

um nico de tomate que não era mais que isto


Apartamentos de 140 sq ft, ou 13 metros quadrados (sim, 3x4, p.e.), a 650€ /mês.

E dizem que os asiáticos não têm sentido de humor. *

18.1.11

Animal Farmville

List of websites blocked in the People's Republic of China (entre outros:)

United Nations News  (United quem?)
Youtube  (a pornografia corrompe a revolução)
Flickr
Blogspot  [a sério, não esperem actualizações neste blog se tiver que atravessar a fronteira]
Twitter
Amnesty International  (ahahah, crentes!)
Human Rights Watch  (mais crentes!!!)
Hong Kong Alliance in Support of Patriotic Democratic Movements in China  (betos nojentos)
Central Tibetan Administration  (ou "o blog pessoal do Dalai Lama")
Wikipedia  
e, finalmente, Facebook  (em vez, a versão chinesa, tão mais perfeita: o Redbook)

MAS,
«This page does not apply to the special administrative regions of Hong Kong, which has its own internet legal system, and Macau.»

one way


Evidence no. 1

17.1.11

the piglet that went to China.